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PAIS E CUIDADORES


DEUS? RELIGIÃO? QUE PAPO É ESSE?


Quantos pais e mães não são tolhidos ao tentarem entrar num “papo mais cabeça”, mais profundo com seus filhos?! Muitas vezes por não saberem como ou o que conversar, e muitas vezes pelo fato do filho, ainda mais quando adolescente, não estar aberto ou a fim de escutar aquilo que para ele pode fazer parte da realidade só do adulto, ou ainda ser uma conversa “careta demais”...
Pois bem, no destaque desse mês, onde o país entra em comemorações juninas, porque não pensar em santos, Deus, fé, crença, por fim .... em religião?!

De fato não é a Religião, ou o tipo de credo que vai determinar a harmonia familiar. Por certo é o grau de entendimento e afinidade entre pais e filhos, irmão e irmã que indicará condições favoráveis para a família como um todo ser religioso ou não. Cultivar hábitos e buscar a Espiritualidade.
Mas muito do que o adulto em casa cultiva, certamente será “registrado” pela criança a percepção da existência no lar de rituais ou hábitos de fé. Se a mãe agradece por um dia de vida, se as datas religiosas são contempladas e se delas surge encontros familiares, ou ainda, se o pai freqüenta algum lugar como igreja, sinagoga ou templo.

Mais importante do que qual religião seguir, é poder, enquanto pai e mãe proporcionar experiências aos seus filhos de fé, de acalento e de que vale a pena acreditar em algo maior, independente das crenças envolvidas.
É muito provável que a religião dos pais, influenciará os filhos. Até mesmo porque, marcos como batismo, por exemplo por si só, já influenciam. Mas independente dos orixás, búzios, espíritas ou torah, o fundamental é você como responsável por aqueles que orienta, proporcionar discussões a respeito. Explorar o que seus filhos acreditam, ou sentem. Permitir que conheçam vários pontos de vista e que pratiquem o que lhes façam bem, tanto para si como para os outros. Ou ainda, que possam através de temas profundos e importantes com este, terem bons momentos em família, no qual um possa desenvolver o respeito pela escolha do outro, o termo “ouvir o próximo”, bem como, desfrutar das festas ou hábitos religiosos para a união familiar, são na verdade o grande objetivo.
- A partir desta reflexão, por que não se programar para na hora do jantar discutir religião?
- Combinar com seus filhos a ida a uma igreja, templo ou local religioso!
- Assistir um bom filme que retrate o tema!
- Pense, reflita e compartilhe suas crenças, sua religiosidade com seus filhos. Isso não é careta!

Roberta Payá

 


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