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SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO
PERFIL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ATENDIDOS EM SERVIÇO DE PREVENÇÃO COM FILHOS DE DEPENDENTES QUÍMICOS
Thaís dos Reis Vilelao(CUIDA - Centro Utilitário de Intervenção e Apoio a Filhos de Dependentes Químicos), Camila Garcia de Grandio (CUIDA - Centro Utilitário de Intervenção e Apoio a Filhos de Dependentes Químicos), Neliana Buzi FiglieP (Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São Paulo)
Considerando-se que a dependência química afeta toda a família e que os filhos dos dependentes merecem atenção especial, o presente estudo teve como objetivo investigar o perfil das famílias atendidas pelo CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos),
Financiamento do Serviço (CUIDA): Secretaria Municipal da Saude
Bolsa: ausente
Palavras-chave: Transtornos relacionados ao uso de substâncias; Serviços Preventivos de Saúde; Saúde mental.
Nível do Trabalho: Outro
Código de área de Pesquisa: Saúde Mentalserviço pioneiro em prevenção seletiva para familiares de dependentes químicos, no período de 2001 a 2008. Os dados foram obtidos através dos protocolos de avaliação clínica, totalizando uma amostra de 791 participantes (70% crianças e 30% adolescentes). Esta foi dividida em cinco grupos segundo o status atual (Ativo, Alta Terapêutica, Desistência, Sem Informação e Outros Motivos) e procurou-se verificar a existência de padrões diferenciados entre estes. Para diferenciar as situações em que não se obteve informações de tempo de permanência no serviço, o grupo “Sem Informação” foi subdividido em: com e sem informação de tempo. Foram analisadas características sócio-demográficas das crianças e adolescentes, dos pais e da situação familiar e o uso de drogas pelos membros da família. Do total da amostra, tem-se que 19% estavam no serviço no último ano, 18% são desistentes e 6% receberam alta. Foram verificadas associações entre o status atual e: sexo, situação conjugal dos pais, situação de trabalho e escolaridade da mãe, situação de trabalho e escolaridade do pai, classe econômica, renda e tipo de moradia. Entre os ativos apresenta-se a maior porcentagem de mães com Ensino Médio Completo (26,10%) e de classe A/B (11,5%). Das crianças com alta, 64% apresentam pais unidos, a maior porcentagem de mães com Ensino Fundamental Completo (20,5%) e pais assalariados (52,3%). Neste grupo, 70% das crianças vivem em famílias com mais de 3 salários mínimos. No grupo de desistentes, a maioria são meninos (66,9%). O grupo sem informação de status com tempo de permanência apresentou a maior porcentagem de mães analfabetas/primário incompleto (17,4%) e de pais desempregados (22,9%). O grupo sem informação de status, porém sem tempo de permanência apresentou a maior porcentagem de mães cuja atividade é cuidar do lar (40,4%); observa-se também uma parcela considerável (38%) de pais autônomos. O grupo “outros motivos de saída” destaca-se por apresentar uma das maiores porcentagens de ausência de informações, provavelmente por apresentar 48% das crianças morando em casa abrigo. No total, nota-se que 70,5% dos pais são dependentes de álcool e 20% são poliusuários; 51,5% das mães são usuárias de álcool e 34,33% são poliusuárias. Dos irmãos dependentes químicos 43,9% usam maconha e 41,5% são poliusuários; os outros membros da família (avós e/ou tios) fazem uso de álcool (71,9%). O conhecimento deste perfil torna viável a elaboração de estratégias ainda mais direcionadas para o serviço especializado de prevenção seletiva, visto que filhos de dependentes químicos representam um grupo de risco para o desenvolvimento de problemas bio-psico-sociais.
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