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SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO


Congresso Internacional de Prevenção e Políticas Públicas em Álcool e Drogas, 6 e 7/09/2002, São Paulo, promovido pela UNIAD, UNIFESP e ABEAD.

Posters:
Issa, R.M.N & Figlie, N.B. CUIDA - Abordagem médica

Objetivos: Definir o atendimento médico dentro da instituição e suas dificuldades; analisar faixas etárias abrangidas, substâncias consumidas e grau de parentesco dos dependentes químicos que convivem com os pacientes; distribuição das patologias.
Material e Métodos: Foram analisadas 59 pacientes que passaram por avaliação médica no CUIDA, de 28/02/2002 até 31/07/2002.
Resultados: Houve predomínio da faixa etária de 4 a 10 anos, seguindo-se a faixa dos 10 aos 15 anos. A substância mais consumida foi o álcool, destacadamente pelos pais, seguindo-se consumo semelhante entre mães e avôs/avós. Pais e tios fizeram associação de substâncias. Quanto às patologias observadas, notou-se a baixa incidência da Síndrome Álcoólica Fetal, apesar do número de dependentes de álcool; as outras patologias corresponderam às expectativas.
Conclusão: A abordagem médica deve incluir, além dos cuidados básicos, a educação em saúde, de forma individual e coletiva; faixas etárias distintas, como a adolescência, devem merecer atuação direcionada, dissipando dúvidas e ajudando a solucionar problemas específicos, tais como a sexualidade e o uso de substâncias químicas. Devem ficar claros os efeitos das mesmas e a irreversibilidade de determinados aspectos.

Paya, R & Figlie, N.B. CUIDA - Abordagem Familiar

Introdução: A abordagem familiar no campo da dependência química tem demonstrado bons resultados tanto em tratamento como também em centros de prevenção. Desta forma, torna-se relevante o acompanhamento familiar no centro de prevenção aos filhos de dependentes químicos, realizado no Jardim Ângela/SP, que atualmente atende 60 famílias.
Objetivo: Demonstrar as características da população atendida através do acompanhamento familiar estabelecido embasado na teoria familiar sistêmica.
Material: pais e responsáveis das crianças e adolescentes atendidos no período de outubro de 2001 'a julho de 2002.
Metodologia: Os dados apresentados foram obtidos através da aplicação de pesquisa através de entrevista estruturada, que investigou dados demográficos, classificação socioeconômica, prevalência da substância psicoativa consumida, parentesco do dependente químico em ralação aos participantes do serviço, e estado da saúde mental do cônjuge do dependente.
Conclusão: Embora a maioria dos dependentes seja o pai, 63% das mães (ou responsáveis pelo participante) apresentam quadro psiquiátrico. O consumo alcoólico elevado retrata entre outras conseqüências, o alto índice da violência doméstica, indicando que 45% das crianças e adolescentes atendidos presenciaram agressões físicas de seus pais.
Tais dados justificam a necessidade da intervenção familiar, para que a população assistida possa ter alternativas de mudanças quanto ao funcionamento familiar. A abordagem de grupo tem mostrado maior eficácia e adesão pelos responsáveis dos participantes no serviço.

Milagres, E.A. & Figlie, N.B. CUIDA - Abordagem de Social no programa de prevenção aos filhos de dependentes quimicos.

O presente trabalho procura retratar a abordagem de Assistência Social no programa de prevenção dirigido aos filhos de dependentes químicos desenvolvido na Sociedade Santos Mártires em parceria com a UNIAD ( Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) /UNIFESP. O levantamento do perfil das famílias e caracterização do Serviço foi feito através dos dados coletados na ficha de triagem . Percebemos que a aderência dos pais ao tratamento dos filhos foi aumentando gradativamente através das intervenções profissionais, fortalecendo-os no desempenho dos cuidados com os filhos e descentralizando a atenção à dependência química. O Serviço Social, como um dos elementos da equipe, tem uma atuação fundamental pois: faz a avaliação dos aspectos sociais/econômicos da família auxiliando-a no mapeamento dos fatores de riscos que crianças/adolescentes estão expostos, bem como indicando e fortalecendo os fatores de proteção existentes.

Moraes, E.. & Figlie, N.B. Abordagem psicoterapeutica para Adolescentes

Objetivos: Apresentar um método de intervenção, inserido em um modelo de trabalho preventivo com adolescentes filhos de Dependentes Químicos, idade entre 11 e 18 anos, bem como dados obtidos em pesquisa.
Os atendimentos têm como propósito propiciar aos adolescentes a elaboração de questões emocionais, familiares, escolares e sociais; minimizar a probabilidade de dependência química; propiciar melhor interação e inserção social e orientação psicoeducacional - face esta população apresentar diversos problemas nessas áreas.
Metodologia: Psicodiagnóstico (entrevista individual, questionário da pesquisa e anamnese com os pais ou pessoas significativas), Grupoterapia (de orientação e de apoio) e Atendimento Individual.
Pesquisa: "Levantamento do uso de drogas entre adolescentes filhos de DQ"
O instrumento utilizado foi o Drug Use Screening Inventory- Revisado (DUSI) (De Michelli e Formigoni, 2000) , com uma amostra de 23 adolescentes.
Resultados: Foram obtidos maiores índices de problemas nas áreas: IV (Desordens Psiquiátricas - 51,85%), V (Sociabilidade - 47,58%), VI (Sistema Familiar - 46,97%), IX (Relacionamento com amigos - 41,21%) e X (Lazer - 40,91%); menores índices de problemas nas áreas: I (Uso de substâncias - 11,08%) e VIII (Trabalho - 11,57%).
Considerações: Oferecer um espaço onde os jovens possam falar - e serem ouvidos - sobre seus problemas, medos e inseguranças possibilita mudança de comportamento como diminuição de condutas agressivas; melhoria na qualidade dos relacionamentos com familiares e amigos; aumento da auto-estima.
Conclui-se que os filhos de DQ apresentam índices preocupantes de distúrbios psiquiátricos, dificuldade de relacionamento e problemas familiares. Diante disso, maior probabilidade de delinqüência e consumo de drogas.
Na população pesquisada, o uso de ATOD ainda é pequeno. Por isso e por já apresentarem comprometimentos emocionais, sociais e de relacionamento, faz-se necessário intervenção preventiva, minimizando fatores de risco e aumentando fatores de proteção.

Oliveira, C.C. & Figlie, N.B. A valorização do brincar e do lúdico como intervenção preventiva

O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma perspectiva de intervenção, a partir da valorização do brincar e do lúdico, dentro de um programa de prevenção voltado para filhos de dependentes químicos.
A maioria das crianças e adolescentes que são atendidas pelo CUIDA, sofrem privações, materiais e afetivas, o trabalho desenvolvido na Brinquedoteca, visa amenizar alguns dos efeitos destas privações. Para tanto, procura-se garantir a estes jovens o direito de brincar, pois é através do brincar que eles poderão desenvolver a capacidade de dar e receber afeto, bem como desenvolver a inteligência, a criatividade e a sociabilidade.
Neste contexto, o Terapeuta é um facilitador, ou seja, estimula a criança a brincar sem interferir em sua capacidade criadora, de reinventar o mundo através do "Faz de Conta", e de apreender importantes valores, através das regras e dos jogos.
As brincadeiras e os jogos são fundamentais para um desenvolvimento cognitivo saudável, pois alimentam a vida interior, propiciam equilíbrio emocional, favorecendo a exploração dos próprios limites e potencialidades, resultando na descoberta de si mesmo.
Preocupados com a exposição desses jovens à Fatores de Risco ambiental, criou-se Oficinas Terapêuticas, nas quais são desenvolvidas atividades que favorecem a aquisição de conhecimentos, estimulam a imaginação, evidenciam a noção de disciplina e cuidados, e treinam habilidades sociais.

Fontes, A. & Figlie, N.B. Abordagem psicoterapeutica infantil

Introdução:
A abordagem familiar no campo da dependência química tem demonstrado bons resultados tanto em tratamento como também em centros de prevenção. Desta forma, torna-se relevante o acompanhamento familiar no centro de prevenção aos filhos de dependentes químicos, realizado no Jardim Ângela/SP, que atualmente atende 60 famílias.
Objetivo: Traçar o perfil afetivo-emocional da população atendida através do acompanhamento psicológico e da realização da pesquisa "Estudo das Relações Familiares em Filhos de Dependentes Químicos através do DF-E".
Material: filhos de dependentes químicos e crianças com parentesco com dependentes químicos, de 04 a 10 anos de idade, atendidos no período de outubro de 2001 a julho de 2002.
Metodologia: Os dados apresentados foram obtidos através da aplicação de pesquisa através de entrevista estruturada, que investigou dados demográficos, classificação socioeconômica, prevalência da substância psicoativa consumida, parentesco do dependente químico em ralação aos participantes do serviço, e estado da saúde mental do cônjuge do dependente.
Conclusão: Embora a maioria dos dependentes seja o pai, 63% das mães (ou responsáveis pelo participante) apresentam quadro psiquiátrico. O consumo alcoólico elevado retrata entre outras conseqüências, o alto índice da violência doméstica, indicando que 45% das crianças e adolescentes atendidos presenciaram agressões físicas de seus pais.
Tais dados justificam a necessidade da intervenção familiar, para que a população assistida possa ter alternativas de mudanças quanto ao funcionamento familiar. A abordagem de grupo tem mostrado maior eficácia e adesão pelos responsáveis dos participantes no serviço.

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